Afinal, Falo Alto ou Baixo? Encontrar o Seu Volume de Fala Ideal
O complicado no volume é que não se ouve a si mesmo como os outros o ouvem. A solução não é um alvo em decibéis — é uma faixa pessoal que consegue realmente ver e manter.
«Fale mais alto.» «Está um bocado alto.» Se ouve as duas coisas, às vezes no mesmo dia, não está a fazer nada de errado — simplesmente não consegue avaliar o seu próprio volume a partir de dentro. O que soa normal na sua própria cabeça pode chegar como um murmúrio ou um estrondo a quem está do outro lado da mesa. O primeiro passo para corrigir isto é perceber porque não se consegue ouvir com exatidão.
Porque não consegue avaliar o seu próprio volume
Ouve a sua própria voz em parte através do ar, como toda a gente — mas também através dos ossos do crânio, que a levam diretamente aos seus ouvidos com mais calor e corpo. É por isso que as gravações da sua voz soam mais finas e estranhas do que espera. Também significa que a sua voz quase sempre lhe soa mais cheia e mais alta do que soa a quem o ouve, por isso o que para si é «normal» pode ser «demasiado baixo» para os outros.
Não existe um único volume «correto»
É tentador querer um número certo para atingir, mas o volume não funciona assim. O nível de que precisa muda com a distância a quem o ouve, o tamanho e o eco da sala, o ruído de fundo e até o microfone numa chamada. Perseguir um valor exato é uma armadilha; o objetivo útil é uma faixa-alvo que seja adequada a si e à sua situação.
Deixe um medidor mostrar-lhe a sua amplitude
Como não consegue sentir o seu próprio volume de forma fiável, o mais útil é torná-lo visível. Um medidor em tempo real mostra-lhe, no momento, quando está a ficar demasiado baixo, quando está a forçar demasiado e quando está numa faixa confortável que projeta bem. Transforma um palpite invisível em algo que consegue realmente ver e ajustar.
Calibre para a sua situação real
Um alvo só significa alguma coisa à distância e na sala em que fala de facto. Defina o seu onde realmente se senta — à sua secretária, na sua configuração habitual de chamadas — em vez de no abstrato. Usar a câmara frontal para manter uma distância consistente ajuda, porque inclinar-se para mais perto ou mais longe muda o volume a que chega sem se aperceber.
Encontre o seu alvo do dia a dia
- leia uma frase e observe onde o seu volume natural se situa no medidor;
- suba ou desça ligeiramente até estar na faixa ideal sem se esforçar;
- repare em como sente esse nível no seu corpo, para o conseguir encontrar de novo sem o medidor.
O objetivo não é ficar eternamente a olhar para um medidor — é aprender qual é a sensação do seu volume-alvo por dentro, para conseguir voltar a ele sozinho. Passado algum tempo, «estou a falar suficientemente alto?» deixa de ser um palpite e passa a ser uma sensação em que pode confiar.
Procure a firmeza, não o volume alto
Ser fácil de ouvir nunca teve que ver com ser a pessoa mais alta da sala. Tem que ver com encontrar um nível confortável que projete e mantê-lo com firmeza — sobretudo até ao fim das frases. Assim que conhece o seu alvo e consegue reencontrá-lo pela sensação, o «o que é que disseste?» começa a desaparecer, sem nunca ter de gritar.
O Vocalio destina-se à prática geral da fala e ao desenvolvimento pessoal — não é cuidado médico nem terapia da fala. Se tiveres uma preocupação médica ou relacionada com a fala, consulta um profissional qualificado.